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quarta-feira, 6 de março de 2013

Governo Indiano


Primórdios do auto-governo

Datam do fim do século XIX as primeiras medidas britânicas para permitir maior envolvimento de indianos no governo do subcontinente, como o Indian Councils Act de 1892 e o Government of India Act de 1909, que colocaram indianos em cargos de aconselhamento ao vice-rei e de representação legislativa. Aos poucos, adotou-se o princípio eletivo para o preenchimento dos cargos legislativos centrais e provinciais, embora a elegibilidade fosse restrita às classes altas indianas. Entretanto, nem o governador-geral, nem os governadores provinciais passaram a ser responsáveis perante os legislativos locais.
Em 1885, formou-se o Partido do Congresso Nacional Indiano, para buscar ampliar a participação indiana no governo. Em 1906, criou-se a Liga Muçulmana, com objetivo similar.

Após a Primeira Guerra Mundial

A importante contribuição da Índia aos esforços do Império Britânico durante a Primeira Guerra Mundial estimulou os indianos a exigir maior voz no governo. O Partido do Congresso Nacional Indiano e a Liga Muçulmana acordaram propor uma reforma constitucional que incluía o conceito de eleitorados separados e a exigência de auto-governo. Em 1919, o governo britânico ampliou a autoridade dos conselhos legislativos central e provinciais, mas o governador-geral continuou a ser responsável perante Londres apenas.
As reformas de 1919 não satisfizeram as exigências políticas indianas. Os britânicos reprimiram a oposição e reinstituíram as restrições à imprensa e ao movimento. Uma aparente violação das regras sobre ajuntamento de pessoas levou ao massacre de Jalianwala Bagh em Amritsar, em abril de 1919. Aquela tragédia galvanizou dirigentes políticos como Jawaharlal Nehru (1889–1964) e Mohandas Karamchand "Mahatma" Gandhi (1869–1948) e seus seguidores a pressionar por mudanças.
Em 1935, uma revisão da situação constitucional indiana manteve a separação dos eleitorados e estabeleceu a autonomia das províncias, transformando os conselhos legislativos em assembléias legislativas eleitas (apenas alguns poucos assentos continuaram a ser preenchidos mediante indicação), perante as quais eram responsáveis todos os ministros.

Fonte: 

Por: Flavia Paiva Vasques
RA:  B01EIA-4

Revolta dos Sipais


A Revolta dos Cipaios (também sipais ou sipaios) de 1857 a 1858 foi um período prolongado de levantes armados e rebeliões na Índia setentrional e central contra a ocupação britânica[1] daquela porção do subcontinente. Pequenos incidentes de descontentamento em janeiro, envolvendo incêndios criminosos em acantonamentos, foram os precursores da rebelião. Posteriormente, uma revolta em grande escala estalou em maio e tornou-se uma guerra aberta nas regiões afetadas. O conflito causou o fim do governo da Companhia Britânica das Índias Orientais e o início da administração direta de grande parte do território indiano pela coroa britânica (Raj britânico) pelos noventa anos seguintes, embora alguns estados (chamados coletivamente de "Estados principescos") mantivessem uma independência nominal e continuassem a ser governados pelos respectivos marajás, rajás, nababos etc.
Alguns dentre os modernos indianos consideram a revolta dos sipais o primeiro movimento de independência de seu país.

Causas

A revolta não se limitou a unidades militares locais. O descontentamento na Índia tinha origem na campanha de ocidentalização imposta pela Companhia Britânica das Índias Orientais. Entre as razões do descontentamento estavam as intervenções na política interna dos Estados indianos sob protetorado:
  • a doutrina de preempção (doctrine of lapse), definida pelo governador-geral Dalhousie, impunha a convalidação, pela autoridade britânica, dos sucessores tradicionalmente adotados pelos dirigentes locais sem herdeiros do sexo masculino. Na prática, a convalidação não era dada e os territórios eram anexados pelos britânicos após a morte do dirigente, como nos casos de Satara (1848), Jhansi (1853) e Nagpur (1854);
  • o título de peshwa (primeiro-ministro hereditário marata) foi recusado em 1853 a Nana Sahib, filho adotivo do peshwa;
  • o imperador mogol Muhammad Bahadur Shah foi informado de que ele seria o último de sua dinastia.
Os britânicos também proibiram o casamento de crianças e a tradição da sati (viúva que se imolava na fogueira funerária de seu marido), além de perseguir os tugues (adoradores de Kali que roubavam e matavam suas vítimas por estrangulação).
Os indianos também começaram a acreditar - com alguma razão - que os britânicos pretendiam convertê-los por bem ou por mal ao cristianismo. Por último, circulou uma profecia de que o domínio da Companhia se encerraria ao término de 100 anos (ou seja, em 1857).

Sipais

Os sipais (do híndi shipahi, "soldado") eram soldados indianos que serviam no exército da Companhia Britânica das Índias Orientais, sob as ordens de oficiais britânicos. As presidências de Bombaim, Madras e Bengala mantinham seus próprios exércitos - em 1857, contavam entre si cerca de 200 000 sipais, comparados aos cerca de 40 000 homens do exército britânico regular na Índia.
Os sipais estavam descontentes com certos aspectos da vida militar. Embora recebessem um soldo baixo, eram obrigados a pagar pelo transporte de sua bagagem quando eram deslocados para teatros de operações distantes. Outro problema era o recrutamento de indianos de outras castas além da brâmane e da xátria. Ademais, em 1856, os sipais foram deslocados por mar para operações na Birmânia - a viagem marítima resultava em grande impureza para os membros das castas altas.
O motivo mais conhecido da rebelião foi o uso de gordura animal na fabricação (impermeabilização) dos cartuchos do novo fuzil Lee-Enfield. Os sipais haviam sido treinados para rasgar o cartucho com os dentes para inserir o conteúdo no fuzil; os soldados hindus e muçulmanos suspeitavam que a gordura empregada era o sebo (de boi, abominável para hindus) ou a banha (de porco, abominável para muçulmanos) e, em 1857, recusaram-se a usar os novos cartuchos. Os britânicos passaram a fabricá-los com cera de abelha ou óleo vegetal, mas os rumores continuaram.
Em 1857, ocorreram incidentes como um ataque de um sipai contra um superior britânico e a recusa em usar os cartuchos. A punição foi dura: o regimento onde ocorreu o ataque foi dissolvido e os sipais que recusaram os cartuchos foram condenados à execração pública e a dez anos de trabalhos forçados.

A revolta

Em 10 de maio de 1857, o 11° regimento de cavalaria nativa do exército da Bengala, acantonado em Meerut, se amotinou, exterminando todos os europeus (inclusive mulheres e crianças) e os cristãos indianos, marchando em seguida para Délhi. Nesta cidade, no dia seguinte, outros indianos juntam-se à rebelião, atacam o Forte Vermelho e exigem que Bahadur Shah recupere o trono; este se deixa envolver e torna-se o chefe declarado do levante. Os sipais massacram todos os europeus e cristãos em Délhi.
Por outro lado, os siques do Panjabe não desejavam a restauração de um Império Mogol, assim como aos xiitas não interessava o renascimento de um Estado sunita. O sul da Índia permaneceu fora do conflito.
Dois meses depois, tropas britânicas derrotaram o principal exército sipai nas cercanias de Délhi e, com o auxílio de forças siques, pachtuns e gurkhas, sitiaram a cidade. Délhi foi tomada pelos britânicos após semanas de combates de rua, Bahadur Shah foi preso e seus filhos, executados.
Situação semelhante ocorreu em Kanpur, onde, com a aprovação tácita de Nana Sahib, sipais revoltosos sitiaram os britânicos e depois os massacraram, apesar de ter-lhes prometido salvo-conduto. As mulheres, capturadas, foram posteriormente executadas a machadadas, um episódio que se tornou o grito de guerra britânico para o conflito. Kanpur foi retomada, Nana Sahib escapou (provavelmente morreu tentando escapar da Índia) e os sipais foram em sua maioria executados.
A revolta ocorreu também em outros lugares, como Awadh, Jhansi e Gwalior.

Consequências

A revolta provocou o fim da administração local da Companhia Britânica das Índias Orientais. Em agosto de 1858, a coroa britânica assumiu o governo da Índia, um secretário de Estado foi designado para tratar de assuntos indianos e o vice-rei da Índia passou a ser o chefe da administração local. A companhia foi abolida e os britânicos procuraram integrar os governantes nativos na administração colonial.
O vice-rei terminou a política de anexações, decretou a tolerância religiosa e admitiu indianos no serviço público. Bahadur Shah foi julgado e condenado ao exílio em Rangum. A Rainha Vitória recebeu em 1877 o título de Imperatriz da Índia.

Fonte: 

Por: Flavia Paiva Vasques
RA:  B01EIA-4

sábado, 2 de março de 2013








O Sinn Féin o segundo maior partido nacionalista da Irlanda do Norte, atrás do SDLP (Partido Social Democrata Trabalhista), e tem como base eleitoral a comunidade católica da província.
A diferença entre o Sinn Féin e outros partidos políticos nacionalista é que ele utiliza o que se chamou de Armas e Urnas, ou seja, utiliza-se da violência para conseguir mudaças na política.
O partido defende uma "Irlanda única" - unindo a república do sul e a província do norte - e considera a presença britânica na província uma "ocupação."
O Sinn Féin - o nome do partido significa "Nós Mesmos"na língua gaélica,  - foi fundado em 1905 por Arthur Griffith, como um partido que luta pelos "direitos de todo o povo irlandês de ter um governo próprio." O presidente do partido é Gerry Adams e tem representantes eleitos tanto na Irlando do Norte quanto na República da Irlanda.
O partido é considerado o braço político da organização paramilitar IRA (Irish Republican Army), e apoiou a campanha de violência do IRA contra alvos bitânicos e também em terrorrismo.
Atualmente o Sinn Féin é o principal partido nacionalista da Irlanda do Norte, país no qual consegue cerca de um quarto dos votos.






Cadeiras vagas

Tanto o presidente do partido, Gerry Adams, como seu principal negociador, Martin McGuinness, foram eleitos para cadeiras no parlamento britânico, mas se resucam a tomar posse.
O principal motivo da resistência dos dois é que a posse dos parlamentares inclui um juramento de lealdade à coroa britânia - contrário aos princípios do partido.
Ambos foram presos no passado sob suspeita de manter ligações com o IRA, e Martim McGuinness admitiu ter ocupado um alto posto no comando da organização ilegal.



Postado por Rodrigo G. Cavalcante

Índia: antes e depois de Gandhi”


República da Índia:

República da Índia - História
Influenciada por correntes muçulmanas, colonizada pelos interesses econômicos ingleses e libertada por Mahatma Gandhi, a Índia hoje é um dos países que conta com os maiores níveis de crescimento do mundo. Um país carregado de história e um futuro promissor.


DO PERÍODO PALEOLÍTICO A ALEXANDRE, O GRANDE

Os registros arqueológicos indicam que a Índia é habitada desde o período paleolítico. As primeiras culturas que conseguiram alcançar um nível de desenvolvimento arquitetônico, religioso e agropecuário de importância foram as Harappa e Mohendaro, em torno do ano 3.000 AC. Na verdade, são consideradas como o ponto de partida da cultura indiana. Esta foi uma civilização de alto desenvolvimento urbano, que construiu templos enormes, dedicou-se à agricultura irrigada e manteve um ativo intercâmbio comercial com povos do Golfo Pérsico e Suméria.

A partir do ano 1.200 AC, após a invasão dos povos arianos originários do ocidente, começou a estruturação do sistema social de castas e as principais correntes religiosas do subcontinente com as culturas védicas, jainista e brâmane. Os ocidentais introduziram na Índia o cavalo, armaduras de ferro e o idioma sânscrito, que transformaria-se na base da maioria dos idiomas indianos. A civilização criada pelos arianos, que depois recebeu o nome de védica, encontrou sua base num rígido sistema de castas, no qual os conquistadores faziam parte da nobreza dominante.

Porém no século VII, o rei Dario da Pérsia invadiu o vale do Indo, transformando-o numa província de seu império. Em seguida, chegaram as tropas de Alexandre, o Grande, que além de ocupar uma importante parte da Índia, trouxeram a influência da cultura helênica e o contato com as civilizações ocidentais.


A CHEGADA MUÇULMANA

Do século III em diante, a maior parte do território foi unificado pelo império Gupta, Chalukya e Chola. Foi um momento de esplendor para as ciências, a arte e a economia indianas. Diversos estudos eruditos sobre matemática, astronomia e medicina são realizados. Ademais, foi nesta época que o Kamasutra foi escrito, célebre tratado sobre amor e sexo. Além disto, durante este período, o budismo foi difundido e propagado, tranformando-se na religião dominante, enquanto o império Gupta ocupava os atuais territórios do Afeganistão, Nepal e Bengala. Porém a chegada do islamismo no século VII causou, como era de se esperar, profundas tensões entre os seguidores de Maomé e os budistas e hindus.

No ano 1.000 da era cristã, o império Mongol (dinastia da Ásia Central fundada por Babur no começo do século XVI) subjugou o território indiano, colocando-o sob o domínio de Akbar, o Grande. Em 1296, Ala-ud-din Khalji se auto-proclamou Sultão de Déli e, em 1311, a Índia inteira encontrava-se baixo seu sultanato. Para compensar o poderio muçulmano, em 1336, o Império Vijayanagara é fundado, com capital em Hampi, representando o reino da aliança hindu. Com o passar do tempo, vários levantes dividiram o império e os sultanatos muçulmanos formaram uma nova aliança. Entretanto, em 1565, a coalisão dos sultanatos venceu o exército de Vijayanagar. Por esta razão, o poder da região foi passado aos governantes muçulmanos, cujos reinos foram anexados ao Império Mongol.


A CHEGADA EUROPÉIA

No momento onde a expansão mundial das potências européias era a regra, o desembarque no litoral da Índia não foi uma excessão. A competição entre as potências européias pelo domínio do mercado indiano começou no século XV, quando chegaram as primeiras expedições provenientes da Grã-Bretanha, França, Holanda e Portugal. Em 1498, o navegante português Vasco da Gama chegou ao litoral norte da Índia. Os portugueses fizeram frente à supremacia árabe no Mar Arábico e no Golfo Pérsico e, em 1510 tomaram posse de Goa, cidade que acabou transformada no centro do seu poderio comercial e político na Índia, e que controlaram por quatro séculos e meio.

Os interesses econômicos eram tão fortes quanto os conflitos travados entre as potências que lutavam pelo controle da Índia. Em 1687, a Compania das Índias Orientais britânica instalou-se em Bombai e durante todo o século XVIII esteve numa guerra com os franceses, aos quais finalmente derrotaram em 1784. Foi a partir de então, que as tropas da Compania, comandadas por Richard Wellesley, realizaram a conquista constante e planejada do território indiano.

A Compania das Índias Orientais foi o instrumento através do qual os ingleses dominaram o país, e que com o passar do tempo, trasformou-se na “jóia da Coroa Britânica”,cuja exploração possibilitou o desenvolvimento da incipiente Revolução Industrial no coração do Reino Unido, abastecendo a indústria britânica de matérias primas baratas, de capital e um amplo mercado consumidor. Paralelamente a esta exploração, a economia indiana foi desmantelada. Nos setores da economia em que a Índia representava uma concorrência para a Inglaterra, os britânicos foram implacáveis. Suprimiram a exportação de tecidos de excelente qualidade, produzidos de forma caseira e artesanal, que representavam um obstáculo para a indústria têxtil inglesa. Consequentemente, a ruína desta indústria –primordial na Índia na época- trouxe com ela o empobrecimento maçiço dos camponeses, fazendo com que a terra fosse reorganizada sob o cruel sistema Zamindari, que facilitava a cobrança de impostos, enriquecendo ainda mais o Tesouro Britânico. E, para completar o cenário, os camponeses foram obrigados a mudar sua agricultura tradicional para uma de produtos de exportação de acordo com as novas necessidades do mundo industrializado (índigo, juta, café e chá), o que produziu uma grave escassez. A chave da penetração inglesa na economia e cultura indiana encontrava-se no planejamento das centenas de milhares de kilômetros de ferrovias, o que lhe permitia cobrir todo o território de maneira mais eficiente.

Porém a colonização profunda e decisiva dos britânicos na Índia teve seu início na batalha de Plassey em 1757, logo após derrotar o Siraj Nawab Ud Daulah. A vitória permitiu com que os ingleses ocupassem a região de Bengala, que transformou-se num protetorado, sob a administração da Compania. Desde aí, os ingleses expandiram sua influência até outras regiões indianas, de tal maneira que em 1850 tinham sob seu domínio, a maior parte do subcontinente indiano.

Entretanto, em 1857, uma revolta de soldados indianos que prestavam serviço aos britânicos, teve uma consequência política direta: O Parlamento inglês transferiu o poder político e administrativo da Compania à Coroa, transformando-a na administradora direta das colônias britânicas naquela região até sua independência.


A INDEPENDÊNCIA E UM SÍMBOLO: GANDHI

A Grã-Bretanha impôs seu poderio militar na Índia ajudada por uma hábil manipulação de disputas entre castas e grupos nacionais. Em 1858, a maior parte da Índia passou a fazer parte do Vice-reinado inglês. Foi assim que se criou um forte sincretismo entre as culturas locais e os costumes ocidentais, enquanto o sistema econômico alienava-se, movido pela necessidade de abastecimento de matérias primas da principal potência da Revolução Industrial.

A partir do começo do século XX, os movimentos independistas começaram a tomar mais força. Apesar da Índia apoiar com soldados e recursos o esforço britânico na primeira e segunda guerras mundiais, ao mesmo tempo alimentava a idéia de desfazer-se do jogo que representava o domínio colonial. O advogado hindu Mahatma Gandhi (Mokandas Karmchand Gandhi) propunha a resistência pacífica, as greves e a desobediência civil para desarticular o sistema de obediência, sob o qual o poder britânico era mantido. Ao mesmo tempo, o Congresso Nacional Indiano e a Liga Muçulmana, alentavam diferentes modalidades de combates, políticos ou insurgentes, para forçar os britânicos a conceder a emancipação indiana. Em 1947, após um longo e doloroso processo, onde abundaram os massacres de indianos e prisão de muitos de seus dirigentes, a colônia obteve sua independência. A região central transformou-se na Índia, enquanto as regiões muçulmanas do Paquistão e Bangladesh, formaram um estado separado. A divisão provocou o êxodo de 8 milhões de muçulmanos e sikhs para um lado e 6 milhões de hindus, que pretendiam chegar às regiões onde eram maioria na Índia ou Paquistão.

Pelo menos meio milhão de pessoas de ambos os grupos foram exterminadas por seus adversários religiosos. Esta rivalidade entre muçulmanos e hindus, marcaria uma constante tensão entre a Índia e o Paquistão, que nos anos seguintes terminaria em confrontos militares esporádicos. Choques frequentes também aconteceriam nas fronteiras com a China e incidentes com minorias sikhs de Punjab, os tâmils do Sri Lanka e a maioria muçulmana na região de Cachemira.


HOJE

A Índia passou a fazer parte da comunidade de ex-colônias britânicas, porém equilibrou sua política exterior com uma aproximação aos países do Terceiro Mundo e uma excelente relação com a União Soviética. O nacionalismo dominou os anos seguintes à independência e os planos protecionistas e assistencialistas tentaram de diversas maneiras, com êxitos diferentes, combater à pobreza, o analfabetismo e às condições negativas geradas pelo sistema de castas. Depois de uma séria crise, em 1991 o estado indiano adotou políticas de traço capitalista que, de pouco a pouco, foram desarticulando o intervencionalismo estatal na economia e deram fortes e inéditos índices de crescimento consecutivo. Os economistas prevêem que, no rítmo de crescimento atual, no ano 2020 a Índia se transformará no país mais populoso da mundo, e em 2050, na terceira maior economia.



Fonte:
http://www.seuhistory.com/travel/travel_india.html


Juliana Manis
Ra B14IAJ-6

sexta-feira, 1 de março de 2013

English traditions

 Change Guards

 London eye e aquario parte sul
Por Gislaine Flandoli
RA a987339

THE POTATO FAMINE


Um milhão de pessoas dizem ter morrido de fome na Irlanda no final dos anos 1840, à porta da nação mais rica do mundo. Ideologia ajudou a classe dominante evitar a braços com o problema da fome em massa. Jim Donnelly descreve como.

"Fome da Irlanda Grande"

Na Irlanda , a Grande Fome foi um período de fome em massa, doenças e emigração entre 1845 e 1852.Ele também é conhecido, principalmente fora da Irlanda, como a Grande Fome da Irlanda, nlíngua irlandesa é chamado um Gorta Mór, ou seja, "a vida ruim". 

A Grande Fome na Irlanda começou como uma catástrofe natural de magnitude extraordinária, mas seus efeitos foram severamente agravada pelas ações e omissões do governo Whig, liderados por Lord John Russell nos anos cruciais 1846-1852

Durante a fome de cerca de 1 milhão de pessoas morreram e mais um milhão emigrou da Irlanda, fazendo com que a população da ilha a cair entre 20% e 25%. A causa próxima da fome foi uma batata doença conhecida como ferrugem da batataEmbora as culturas de batata praga devastou toda a Europa durante a década de 1840, o impacto e o custo humano na Irlanda - onde um terço da população era totalmente dependente da batata para o alimento - foi agravada por uma série de políticas, étnicas, religiosas,fatores sociais e econômicos que continuam a ser objecto de debate histórico. A fome foi um divisor de águas na história da Irlanda.Seus efeitos mudou definitivamente a paisagem da ilha, demográfica, política e cultural. Para tanto o irlandês nativo e aqueles na resultando diáspora , a fome entrou memória popular e se tornou um ponto de encontro para diversos movimentos nacionalistas como toda a ilha era então parte do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda

A fome em massa azedou as relações entre muitos dos católicos irlandeses pessoas e oficialmente protestante Coroa Britânica , aumentando nacionalismo irlandês que levou à independência da Irlanda no século 20. Os historiadores modernos consideram como uma linha divisória na narrativa histórica irlandesa, referindo-se ao período anterior da história irlandesa como "pré-fome".

A fome da batata irlandesa não foi simplesmente um desastre natural. Era um produto de causas sociais. Sob o domínio britânico, os católicos irlandeses foram proibidos de entrar nas profissões ou até mesmo a compra de terras. Em vez disso, muitos alugados pequenas parcelas de terra de ausentes proprietários britânicos protestantes. Metade de todas as propriedades rurais com menos de 5 hectares em 1845. 

Camponeses irlandeses subsistiu com uma dieta composta basicamente de batatas, uma vez que um agricultor poderia crescer o triplo da quantidade de batatas como grão no mesmo terreno. Um só hectare de batata poderia sustentar uma família por um ano. Cerca de metade da população da Irlanda dependia de batatas para a subsistência.



A inadequação dos esforços de assistência do Governo britânico agravou os horrores da fome da batata. Inicialmente, Inglaterra acredita que o livre mercado seria acabar com a fome. Em 1846, em uma vitória para os defensores do livre comércio, a Grã-Bretanha revogou as Leis do Milho, que protegiam os produtores de grãos nacionais da concorrência estrangeira. A revogação das leis do milho não para acabar com a crise desde o irlandês não tinha dinheiro suficiente para comprar trigo estrangeiro.


Na primavera de 1847, Grã-Bretanha adotou outras medidas para lidar com a fome, a criação de cozinhas de sopa e programas de alívio trabalho de emergência. Mas muitos desses programas terminou quando uma crise bancária atingiu a Grã-Bretanha. No final, a Grã-Bretanha se baseou em grande parte de um sistema de casas de trabalho, que tinha sido originalmente criada em 1838, para lidar com a fome. Mas estas instituições sombrias nunca tinha sido destinado a lidar com uma crise de âmbito abrangente tal. Cerca de 2,6 milhões de irlandeses entrou asilos superlotados, onde mais de 200.000 pessoas morreram.

Os camponeses irlandeses subsistiu com uma dieta composta basicamente de batatas, uma vez que um agricultor poderia crescer o triplo da quantidade de batatas como grão no mesmo terreno. Um só hectare de batata poderia sustentar uma família por um ano. Cerca de metade da população da Irlanda dependia de batatas para a subsistência.

A inadequação dos esforços de assistência do Governo britânico agravou os horrores da fome da batata. Inicialmente, Inglaterra acredita que o livre mercado seria acabar com a fome. Em 1846, em uma vitória para os defensores do livre comércio, a Grã-Bretanha revogou as Leis do Milho, que protegiam os produtores de grãos nacionais da concorrência estrangeira. A revogação das leis do milho não para acabar com a crise desde o irlandês não tinha dinheiro suficiente para comprar trigo estrangeiro.

Na primavera de 1847, Grã-Bretanha adotou outras medidas para lidar com a fome, a criação de cozinhas de sopa e programas de alívio trabalho de emergência. Mas muitos desses programas terminou quando uma crise bancária atingiu a Grã-Bretanha. No final, a Grã-Bretanha se baseou em grande parte de um sistema de casas de trabalho, que tinha sido originalmente criada em 1838, para lidar com a fome. Mas estas instituições sombrias nunca tinha sido destinado a lidar com uma crise de âmbito abrangente tal. Cerca de 2,6 milhões de irlandeses entrou asilos superlotados, onde mais de 200.000 pessoas morreram.

A Grande Fome da Irlanda deixou como legado seus sentimentos profundos e duradouros de amargura e desconfiança em relação ao britânico. Longe de ser um desastre natural, muitos irlandeses estavam convencidos de que a fome foi uma conseqüência direta de políticas coloniais britânicos. Em apoio desta tese, eles notaram que durante piores anos da fome, muitos anglo-irlandês fazendas continuou a exportar grãos e de gado para a Inglaterra.  Longe de ser um desastre natural, muitos irlandeses estavam convencidos de que a fome foi uma conseqüência direta de políticas coloniais britânicos. Em apoio desta tese, eles notaram que durante piores anos da fome, muitos anglo-irlandês fazendas continuou a exportar grãos e de gado para a Inglaterra.

Referências bibliográficas: en.wikipedia.org / wiki / Grande _ Fome _ (Irlanda)
                                       www.digitalhistory.uh.edu
                                       www.bbc.co.uk/history/british/victorians/famine_01.shtml

Postado por: Thais Karla Araujo Silva Cibulski
                        RA: B14153-0